Uma pesquisadora
do cuidado.
Terapeuta ayurvédica, pesquisadora, escritora e cozinheira. Construo uma ponte entre a tradição ayurvédica e a vida contemporânea.

Minha trajetória com o Ayurveda
Não procurei o Ayurveda para encontrar uma profissão. Procurei porque buscava compreender a vida de forma mais profunda.
Na Índia encontrei muito mais do que uma medicina tradicional. Encontrei uma linguagem capaz de reunir tudo aquilo que sempre despertou minha curiosidade: alimentação, plantas, rotina, pele, cozinha, escrita e cuidado.
Ao longo dessa jornada, aprofundei meus estudos em diferentes áreas do Ayurveda. Estudei Panchakarma, acompanhei a rotina de hospitais ayurvédicos, aprofundei-me em Nutrição Ayurvédica, Culinária Medicinal em Rishikesh, Rasayana, Dravyaguna, Nadi Pariksha, diagnóstico através da língua, saúde da mulher e diversas outras áreas da tradição ayurvédica. Também concluí o programa de educação executiva em saúde, bem-estar e planejamento nutricional sustentável pela Harvard Medical School, ampliando meu olhar sobre alimentação, saúde e cuidado.
Cada formação ampliou meu olhar, mas foi a prática que consolidou esse conhecimento. Ao longo dos anos, dediquei milhares de horas aos estudos, realizei centenas de leituras da língua, desenvolvi formulações próprias e transformei essa experiência em livros, produtos e conteúdos educativos.
Continuo estudando porque acredito que o conhecimento nunca é um ponto de chegada. É um caminho que escolhemos percorrer todos os dias.
Meu trabalho é justamente esse: construir uma ponte entre a tradição ayurvédica e a vida contemporânea, preservando a essência desse conhecimento e tornando-o acessível para quem deseja cuidar do corpo de maneira mais consciente.
Onde estudei
- Panchakarma
- Rotina de hospitais ayurvédicos na Índia
- Nutrição Ayurvédica
- Culinária Medicinal em Rishikesh
- Rasayana
- Dravyaguna
- Nadi Pariksha
- Leitura da língua
- Saúde da mulher
- Gastronomia
- Educação executiva em saúde, bem-estar e planejamento nutricional sustentável, Harvard Medical School
Antes da Taila Veda, já existia a cozinha
Foi nela que aprendi que cozinhar também é uma forma de cuidar. Cresci observando refeições preparadas para reunir pessoas, acolher a família e transformar ingredientes simples em demonstrações de afeto.
Quando estudei Gastronomia e, mais tarde, mergulhei na culinária medicinal ayurvédica, compreendi que aquilo que sempre vivi intuitivamente fazia parte de uma filosofia muito maior.
No Ayurveda, cozinhar não é apenas preparar alimentos. É observar as estações, respeitar o tempo dos ingredientes, compreender as necessidades de cada pessoa e transformar cada refeição em um ritual de cuidado.
Foi dessa visão que nasceu a Alila. Enquanto a Taila Veda traduz o cuidado através da pele, a Alila traduz o mesmo cuidado através da alimentação.
Para mim, essas duas marcas nunca caminharam separadas. Ambas nasceram da mesma pergunta: como podemos cuidar melhor das pessoas?
Até hoje acredito que uma refeição preparada com intenção pode ser tão transformadora quanto qualquer outro ritual de autocuidado.
Minha filosofia de cuidado
Ao longo dos anos percebi que cuidar nunca depende apenas de um produto. O cuidado começa nas escolhas que fazemos diariamente.
Foi dessa percepção que nasceram duas frases que passaram a representar profundamente tudo aquilo em que acredito. A primeira: a pele também come.
Essa frase surgiu da observação de que a pele também estabelece uma relação diária com os ingredientes que escolhemos aplicar sobre ela. Assim como prestamos atenção ao que colocamos no prato, também podemos olhar com mais consciência para aquilo que faz parte dos nossos rituais de cuidado.
Depois dela veio outra frase que orienta todas as decisões da Taila Veda: só coloque na pele aquilo que você teria tranquilidade em escolher como ingrediente de um cuidado consciente.
Essa ideia vai além da alimentação. Ela nasce de uma compreensão presente na tradição ayurvédica de que a pele também estabelece uma relação com tudo aquilo que recebe diariamente. Se somos constituídos pelos mesmos elementos que formam a natureza, faz sentido escolher ingredientes que dialoguem com essa inteligência, respeitando sua origem, sua integridade e a forma como foram preparados.
Essa filosofia também orienta a maneira como enxergo a sustentabilidade. Aquilo que colocamos sobre a pele não permanece apenas nela. Em algum momento, retorna para a água, para o solo e para a natureza. Cuidar da pele também é refletir sobre o impacto que deixamos no mundo ao nosso redor.
Por isso, acredito que o verdadeiro cuidado acontece quando respeitamos esse ciclo. Escolher um ingrediente não é apenas uma decisão estética. É uma forma de honrar o corpo, a natureza e a relação que existe entre ambos.
Bastidores





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